segunda-feira, 19 de julho de 2010

Encontro com Sr. Valdir (garimpeiro)

Lençois - Jun 2010


tenho estado distante daqui. tenho notado que o tempo passa depressa. tenho feito muita coisa. tenho feito muita coisa mesmo. tenho viajado. tenho conhecido lugares que não conhecia. tenho voltado a lugares conhecidos. tenho conhecido pessoas. tenho trabalhado muito. tenho notado que o tempo passa depressa...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Para lembrar



Pensar, pensar
Por Fundação José Saramago

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

quarta-feira, 30 de junho de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

sapato azul

Cibelle

Meu sapato azul é meu amigo
E com o pé no céu eu vou
Meu cabelo não pega fumaça
E nos meus dedos tenho penas para voar
E com os olhos bem abertos
Guardo pequenas estrelas
Pedacinhos de Deus
Pedacinhos de Deus

Asas coloridas
Asas coloridas

Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião
Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião

O sol me encantou
E me fez borboletas
?
Eu moro no céu
E os anjos das alamedas
Que habitam nos olhos dos moços
Vêm todos me visitar
Lá no céu
Lá no céu
Lá no céu

Com asas coloridas
Asas coloridas
Asas coloridas
Asas coloridas

Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião
Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião

quinta-feira, 8 de abril de 2010

domingueiras





Outras: domingasdomingas.blogspot.com


domingo, 21 de março de 2010

21 de março - Dia mundial da poesia

Foto: Nascer da lua em Lençois
O POETA E A LUA
Vinicius de Moraes

Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pêlos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de volúpia.
O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perspassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.
Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes
.