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terça-feira, 27 de abril de 2010

sapato azul

Cibelle

Meu sapato azul é meu amigo
E com o pé no céu eu vou
Meu cabelo não pega fumaça
E nos meus dedos tenho penas para voar
E com os olhos bem abertos
Guardo pequenas estrelas
Pedacinhos de Deus
Pedacinhos de Deus

Asas coloridas
Asas coloridas

Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião
Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião

O sol me encantou
E me fez borboletas
?
Eu moro no céu
E os anjos das alamedas
Que habitam nos olhos dos moços
Vêm todos me visitar
Lá no céu
Lá no céu
Lá no céu

Com asas coloridas
Asas coloridas
Asas coloridas
Asas coloridas

Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião
Desenhando com os dedos
A nuvem no céu
Escorregando, escorregando
Em asas de avião

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

sobre gosto

Pensando, aqui, sobre gosto musical. Muito do que aprendi a gostar foi influenciado pelos próprios músicos. É claro que os familiares, os amigos, são importantes para educar os nossos “ouvidos”, mas no meu caso, os músicos são os grandes educadores!
Sou bem eclética no meu gosto musical, e isso deve-se às minhas referências. Poderia citar algumas delas, adquiridas desde a minha origem, lapense: Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Elis Regina, Clara Nunes, Chico Buarque, Jorge Ben, Gilberto Gil, coisas que eu ouvia desde niña; além das fontes estrangeiras: Pink Floyd, Led Zepelling, Jeff Buckley, Rolling Stones, Lou Reed, Tom Waits, Frank Zappa... Sem contar que os músicos sempre têm também suas influências, bebem de outras fontes, o que acaba por ampliar ainda mais o nosso repertório.
Atualmente brinco que sou DJ, e meus amigos me levam muito a sério! Acho que é porque eles gostam das músicas que toco... E nessa brincadeira, passei a me interessar ainda mais por música e pesquisar estilos. Não saberia dizer se me encaixo em algum, especialmente! Talvez porque gosto de vários, além de detestar esses rótulos bestas, acho que pra se mostrar moderninho(a). O que gosto mesmo é de vaguear entre esses vários estilos! E quando penso um set, costumo fazê-lo sem me preocupar se os misturo, ou seja, o faço sem qualquer consideração por fronteiras entre gêneros musicais nem qualquer tipo de regra. Escolhas subjetivas, que me agradam, podem agradar a outros ou mesmo causar estranhamento. Normal.
Mas não tem nada melhor que ficar entretida durante umas horas a fazer ‘mix tapes‘! E parar de falar sobre música! Ouvir ouvir ouvir...



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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

zappando

Enquanto a babilônia carnavalesca rola lá fora, eu fico cá dentro, ouvindo Frank Zappa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lhasa de Sela (1972-2010)

Como passei janeiro todo, nômade, soube só agora do falecimento da cantora Lhasa de Sela, 37 anos, vítima de cancro de mama. Me entristeci... Curioso que a conheci quando este blog nasceu, e foi um dos meus primeiros posts – o vídeo “Rising”. Desde lá, me apaixonei por suas canções, muito vivas, vibrantes, interpretadas por uma voz cálida e potente, e de forma intensa e apaixonada.
Lhasa nasceu no estado de Nova Iorque, mas desde cedo viveu uma vida nômade com a família, pelos Estados Unidos e México. Sua ascendência era de um lado mexicana e de outro americano-judeu-libanesa. Filha de um professor, não convencional, que percorria os EUA e o México, difundindo o conhecimento, e de uma fotógrafa.
Essa diversidade cultural reflete-se na sua música, com um imaginário de sons e palavras (em inglês, francês ou espanhol) que remetem à América Latina, à vida cigana ou à cultura árabe.
Nessa “passagem” rápida, produziu três álbuns: La llorona (1998); The Living Road (2003); e Lhasa (2009).





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

rumos in larvagante

Esse blog tem uma imagem, que escolhi pra ilustrá-lo... Agora me veio a trilha!



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

invenções


Você inventa grite
Eu invento ai!
Você inventa chore
Eu invento ui!
Você inventa o luxo
Eu invento o lixo
Você inventa o amor
Eu invento a solidão
Você inventa a lei
E eu invento a obediência
Você inventa Deus
E eu invento a fé
Você inventa o trabalho
E eu invento as mãos
Você inventa o peso
E eu invento as costas
Você inventa a outra vida
Eu invento a resignação
Você inventa o pecado
Eu fico aqui no inferno
Meu Deus, no inferno
Valha-me Deus, no inferno.

Ui! (Você inventa), de Tom Zé e Odair Cabeça de Poeta

domingo, 12 de julho de 2009

blue hihway




embora o nosso inverno sofra uma crise de identidade freqüente (pensa que é verão), nesse tempo fico mais caseira, e nada melhor que um blues, pra combinar com a atmosfera, que também é pura cena, já que não tem frio, nem melancolia... chove em algum lugar, mas eu estou noutro lugar, que não aquele que chove! e tenho discos de blues! que alívio! só não tenho um inverno...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

psicodelia




Não deixo de me surpreender com a Bjork! Seus videoclipes são verdadeiras viagens, alucinantes!

domingo, 7 de junho de 2009

condenados à música



"Onde estamos quando ouvimos música? A indicação do local permanece vaga; apenas é certo que nunca se pode estar completamente no mundo quando se está a ouvir música. Porque ouvir, no sentido musical, quer sempre dizer ou ir ao encontro do mundo ou fugir dele. Por isso, na aproximação a ontologia do ouvido surgem de novo as perguntas daquela antiga gnose que , na modernidade, apenas se pode manifestar anonimamente.O humano ser-no-mundo representa-se, segundo a compreensão gnóstica, como um ser indo ou com um ser vindo, nunca como um insistir e habitar,por mais que Heidegger numa tardia viragem criptocatólica tenha tentado de novo abordar o homem como um inquietante ser que habita. Representam-se, com razão, os anjos como músicos, apenas tocam, não ouvem nada. Se fossem ouvintes, seriam semelhantes a nós. Mas nós estamos condenados à música, como à saudade e à liberdade. Enquanto arte dos condenados, a música continuará a ser, segundo uma expressão de Thomas Mann, até nova ordem, um território demoníaco."

O Estranhamento do Mundo, Peter Sloterdijk.